sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ódio ao verão

Tá chegando aquela estação do ano que para muitos é a cara do Brasil. O verão apesar de parecer uma época de alegria e diversão em filmes e propagandas, no dia a dia não é bem assim temos que concordar.

Você acorda, abre a porta e vem o bafão em cima de você. Meio de mau humor, liga o chuveiro e toma um banho caprichado para aproveitar o frescor da água. Ao sair do banheiro, nem parece que acabou de tomar banho pois a gente fica logo suado(a) outra vez.

Toma café e sai para pegar o ônibus, metrô ou van para o trabalho. Coloquei ônibus, metrô ou van porque é a realidade da maioria, infelizmente. Andar é um sacrifício, parece deserto do Saara. Avistando o ponto de ônibus, que você não sabe se é uma miragem, vê o coletivo lotado de pessoas tão ou mais mal humoradas que você. Todos abanando o jornal, revista, pano o que for que dê um pouco de vento. E quando engarrafa? As únicas pessoas que ficam felizes são os vendedores de água que ficam na rua gritando: Olha a água geladinha, é um real!

O pior é ver as pessoas que estão indo para a praia. Se bem que a praia nesse período não é tão maravilhosa assim. Mil anos para achar uma vaga se tá de carro. Quando você consegue tem que depois disputar um pouco de areia que está infestada de gente, em especial os "farofeiros". Para dar um mergulho no mar é uma disputa entre você e as ondas. Parece jogo de video game. Pula, pula e pula mais uma vez. Ihhh, não viu a próxima onda que vinha? Toma caixote. Você começa a rodar dentro da água e não consegue sair por mais que queira. Depois volta para casa com areia em todas partes do corpo. TODAS AS PARTES DO CORPO.

Mas voltando ao dia a dia, no escritório sua produtividade aumenta, até porque você fica lá até o último segundo para aproveitar o ar condicionado. Se dá a hora de ir embora bate uma tristeza porque sabemos que o bafo quente não perdoa, mesmo estando de noite. Você apertado(a) no metrô, ônibus ou van com gente suada, em um longo caminho de volta a sua casa. 

É pessoal, o verão pode ser incrível para quem tem dinheiro para instalar um ar condicionado em cada dependência da casa, possui uma piscina quilométrica com direito a cachoeira e não precisa sair para trabalhar. Para os reles mortais é um inferno. De verdade.

sábado, 31 de outubro de 2009

Da TV para o seu armário

Vamos combinar meninas. Toda vez que a gente vê em uma novela, seriado ou filme uma peça de roupa, acessório, sapato ou móvel ficamos pensando: queria ter um igual para mim. Especialmente roupa e sapato. Vendo filmes como Os Delírios de Consumo de Becky Bloom dá uma vontade enorme de comprar tudo. 

Muitas emissoras já perceberam o poder que tem em ditar moda. Aqui no Brasil, a Rede Globo tem a Globo Marcas, que deixa no site figurinos, coisas de cenário inspirados nas novelas e programas que podem ser comprados na loja online. Quem teve recentemente essa sacada lá nos EUA foram alguns designers e lojas que criaram coleções baseadas nos personagens do seriados Mad Men, Gossip Girl e True Blood.


Mad Men tem aquele charme típico do começo dos anos 60, com as mulheres em seus vestidos elegantérrimos e os homens sempre impecáveis em seus ternos e chapéus. A loja Brooks Brothers, que no começo era focada em alfaiataria e mais tarde se expandiu para roupas femininas também, criou um terno baseado nos publicitários da série Don Draper e Roger Sterling. O traje tem um toque de sofisticação daquela época mas redesenhado com a modernidade dos dias atuais. 



Gossip Girl é o seriado fashionista teen do momento. Todas as garotas ficam de olho no que Serena, Blair e companhia estão vestindo. A designer Anna Sui, em parceria com as lojas Target, não perdeu tempo e criou uma coleção de roupas pensadas no seriado mas com um preço mais em conta. 



Outro designer, mas da área de jóias, chamado Udi Behr também viu grande potencial com a série True Blood. Foram então desenvolvidos anéis, colares, pulseiras e braceletes pensados nos vampiros que habitam o canal da HBO. As jóias, trabalhadas com prata e rubi, tem preços que variam de US$60 a US$1.250.

Então se você é fã desses seriados e tem uma dinheirinho sobrando, que tal ter o estilo Serena van der Woodsen? Ou Don Draper? Ou quem sabe então Sookie e Bill?

Vi no site do Meio e Menssagem.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Os verdadeiros Guitar Heroes

O que acontece quando se junta Jimmy Page, The Edge e Jack White? Boa música acontece com certeza. Bom filme também. Os três fazem parte do documentário A Todo Volume (It Might Get Louder), que conta a relação entre os músicos e suas guitarras.

Davis Guggenheim, que já dirigiu episódios dos seriados Alias, Deadwood, 24 horas, entre outros, assina o projeto. A Todo Volume conta as histórias e as particularidades nas trajetórias do guitarrista do Led Zeppelin, U2 e White Stripes, tentando, de alguma maneira, ver o que eles teriam em comum.

Segundo matéria da Folha de São Paulo, no filme The Edge relembra o início da carreira de sua banda visitando sua antiga escola. Page revive os momentos da criação do famoso disco Led Zeppelin 4 no estúdio onde tudo aconteceu. Já Jack White conta também o nascimento da sua dupla/banda e suas inspirações na hora de criar suas canções.



A Todo Volume é uma reunião de três gerações e estilos bem diferentes para bater um papo sobre como um simples instrumento de corda transformaram suas vidas e a vida de outras milhares pessoas. Acredito que o filme esteja em cartaz aqui em alguns desses circuitos mais cult. Para quem é fã de um dos três ou queiram ver e escutar uma história pra lá de interessante, vai a dica.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Baixe a cópia do livro na copiadora da esquina

Parece meio sem nexo mas vou explicar. Desde que as pessoas começaram a fazer downloads de músicas e filmes a discussão sobre direito autoral começou a ferver. Segundo Natália Mazzote e Adriano Belisário em uma palestra sobre Cultura Digital apresentada na UFRJ, direito autorial é o direito que o criador da obra intelectual tem de desfrutar dos produtos resultantes da reprodução, execução ou representação de suas criações.

O que muita gente não deve saber é que obras de escritores importantíssimos como Shakespeare estão em domínio público. De acordo com a lei brasileira, depois de 70 anos da morte do autor, suas obras ficam livres de qualquer direito autoral. Até lá, legalmente, você não poderia copiar livros, nem partes dele. E daí que veio a idéia de um site chamado Pasta do Professor.

Nós somos do tempo das dezenas de xerox em frente às faculdades com várias pastas de professores e as disciplinas correspondentes ao curso. Eu falo "somos do tempo" porque muitas dessas copiadoras fecharam, justamente por conta do direito autoral. Como ninguém em sã consciência compra um livro inteiro por causa de um mísero capítulo que o professor falou para ler é que surgiu esse site.

Seria mais ou menos como algumas gravadoras fazem ao colocar à venda as faixas de um cd para download. Algumas editoras decidiram participar do Pasta do Professor e oferecem capítulos a parte dos livros. O professor faz um cadastro e seleciona o que ele quer colocar na sua pasta virtual. Depois o aluno também se cadastra e procura os pontos autorizados a fazer a cópia. O valor inclui o preço pelo direito autoral e a impressão. Algo em torno de 0,14 centavos por página mas acredito que deva variar. 

Esse site já está algum tempo no ar tanto que tem reportagem dele no Portal IDG Now em 2007. Confesso que não tinha ouvido falar, até porque nessa época estava para me formar na universidade.

Se alguém que está lendo este post usa Pasta do Professor poderia falar à respeito aqui. Fiquei curiosa.

Dica de @pngaia.